terça-feira, 18 de maio de 2010

A dificuldade de trabalhar...



No início, era a azia, o enjôo com o cheiro de café (que predomina em qualquer escritório de engenharia, não é?), e o sono excessivo.
Agora, é o sono excessivo. Ainda!

Ele não passa... Eu durmo muito mais durante a noite do que antes da gravidez e, mesmo assim, passo o dia com sono. Depois do almoço então, é uma luta para me manter concentrada na frente do computador... Ainda mais sem tomar café (me dá enjôo).

Além do sono, tem a vontade de fazer xixi. Qualquer dia eu vou contar a quantidade de vezes que fui ao banheiro num só dia. É incrível. E eu também tenho tomado mais água. Sinto mais sede... Logo eu, que sempre tomei pouquíssima água. E aí vocês imaginem a quantidade de vezes que o banheiro tem sido visitado por mim... Uma beleza!

E falando nessa história de xixi, me lembrei de situações “ótimas” que acontecem de vez em quando no trabalho: REUNIÕES! Fico horas numa sala de reunião, morrendo de vontade de correr pro banheiro e despejar o xixi que toma conta de mim! O problema é que as salas de reunião do meu departamento são pequenas, e para sair tenho que fazer meia dúzia de pessoas levantarem pra eu me libertar dali. E a na volta do banheiro, o mesmo drama de interromper a reunião para eu voltar pro meu lugar. Aí acabo prendendo e quando a reunião acaba, vou correndo como um míssil pro banheiro!

Mas isso é em parte, culpa minha. Eu poderia chegar e sentar logo do lado da porta. Acontece que sempre me atraso, chego quando já está quase todo mundo lá e sento onde sobra lugar. Aliás, das últimas vezes, nem foi culpa minha. Andam me chamando para reuniões que não fui convidada oficialmente (ou seja, com antecedência, por e-mail, etc). Aí, faltando vinte e quatro segundos para começar, me ligam e pedem que eu compareça. É uma maravilha! "Amo meu trabalho"! Mas esse é tema de outro assunto, é desanimador e não tem nada a ver com esse blog!

Defendo a idéia de que grávidas deveriam ter sua jornada de trabalho reduzida. Até porque, elas acabam ficando reduzidas de qualquer maneira! Por exemplo, eu: estou no trabalho agora escrevendo esse texto. Cheguei aqui há quase uma hora atrás. Vi e-mail, li o site do jornal O Globo, escrevi um e-mail para a minha irmã, outro para Tia Dora, olhei pras coisas que eu preciso fazer, me deu vontade de fugir pra casa..., não fugi, abri o Word e pensei em escrever para vocês sobre esse drama. Viram? Mas quando eu acabar de escrever aqui, volto à realidade. Até porque as pessoas ao meu redor percebem que estou super embromando. Aí, depois do almoço, volta a luta para trabalhar. E assim o dia se arrasta até dar a hora de ir embora. Ah, esqueci de dizer que quase sempre vou embora antes da hora. Ou porque tenho alguma consulta médica (às vezes também acontece de ter que sair no meio da tarde para uma consulta... e aí não volto mais pro trabalho né...), ou porque não agüento mesmo... E fico contando com a compreensão e a benevolência do meu chefe, que ele há de ter com uma funcionária grávida.

Gente, o amor de mãe já começa na gravidez, não é? Conviver com as transformações no corpo, no ânimo, no metabolismo... e ainda achar que é a pessoa mais feliz do mundo, é muito coisa de mãe, vocês não acham? É aquele tal negócio de "padecer no paraíso" que começa desde já!


E antes de me despedir, queria dizer que está sendo ótimo pra mim dividir as minhas questões maternais com vocês! Sinto vocês mais pertinho de mim, acompanhando isso tudo! É super bom! Quase que terapeutico! rsrs


No entando, continuo esperando a visita de vocês ao vivo e a cores...


Beijinhos,

Monique.

Um comentário:

  1. Se eu que sou não-grávida, tenho soníssimo depois do almoço, nem quero imaginar o seu! hehehe é muito ruim mesmo! mas como vc disse seu chefe há de compreender, n'est-ce pas? =P
    Fico aqui me coçando pra ir logo aí ouvir tudo isso!
    E pensando na decoração do qto delezinho (que rende um longo post) ehhehe
    bjum irmã! saudade! =*

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