sábado, 22 de maio de 2010

Toda grávida é paranóica?


O início da gravidez é complicado porque a barriga ainda não aparece, ninguém é capaz de adivinhar que você está grávida e você não se sente “tão grávida”.

Aí chega o dia do primeiro ultrassom e você ouve as batidas aceleradas do coraçãozinho tão pequenino. Nessa hora você se sente mais grávida. Aí depois, vê seu corpo se transformando rapidamente! A cintura vai sumindo, os seios já doloridos vão crescendo e a barriga fica mais redonda (mas nada de protumberâncias). Nessa fase, você conta os dias para o próximo exame de ultrassom. É nessa hora que você se sente mais grávida. Gravei todos os meus exames até agora. Foram muito úteis para os momentos em que eu não me sentia “tão grávida”. Colocava o CD no computador e assistia tudo de novo. E ouvia as batidas do coraçãozinho, claro.

Agora, minha barriga já é visível, apesar de ainda pequena. Afinal, são só quatro meses de gestação... Mas as blusas normais ficam curtas na frente, as pessoas já me cumprimentam olhando para a minha barriga, e não para mim (isso é muito engraçado), e eu já entro nas filas preferenciais sem dificuldades.

Fiquei mega feliz quando percebi as movimentações logo abaixo do meu umbigo. Me senti “tão grávida”... finalmente! É uma delíiiiiiiiiiicia sentir o pequenino, tão pequenino, se remexendo todo! Antes de ontem mesmo eu estava sozinha em casa e ele deu um ataque de hiperatividade (nessas horas já imagino que vai ser hiperativo como o pai...). Gente, foi o máximo porque dava para sentir também externamente. Ou seja, com a mão em cima da barriga, era possível sentir os chutes (ou cambalhotas ou cabeçadas...). Eu dava risada sozinha, achando o máximo aquilo tudo! Fiquei emocionada, como uma mãe bem boba!

Mas aí, no dia seguinte, cadê que ele se mexia? Pelo menos eu não sentia... Aí começava a paranóia. Será que está tudo bem lá dentro? Será que durante a noite virei de bruços sem querer e “esmaguei” minha barriga? Será que ele está sofrendo? Ai, meu Deus! Aí você pensa nas coisas que comeu pra ver se de repente ingeriu sem querer qualquer coisa que possa ter feito mal, se lembra da caminhada no shopping e fica com medo de que o esforço físico tenha feito mal ao bebê, etc... É nóia atrás de nóia. Aí a gente toma coisa gelada, toma coca-cola, todas essas coisas que (dizem) estimulam o pequenino a se movimentar... e.... nada! Nem um sinal! Gente, é péssimo! É péssimo ficar com essa neura... Simplesmente não sei como lidar com ela. Aí volto a contar os dias para chegar a próxima consulta com a ginecologista ou a próxima ultra. Dessa vez, não para me sentir “tão mãe”, mas para ter certeza de que tudo corre bem...

Agüenta, coração!!!

Beijinhos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A dificuldade de trabalhar...



No início, era a azia, o enjôo com o cheiro de café (que predomina em qualquer escritório de engenharia, não é?), e o sono excessivo.
Agora, é o sono excessivo. Ainda!

Ele não passa... Eu durmo muito mais durante a noite do que antes da gravidez e, mesmo assim, passo o dia com sono. Depois do almoço então, é uma luta para me manter concentrada na frente do computador... Ainda mais sem tomar café (me dá enjôo).

Além do sono, tem a vontade de fazer xixi. Qualquer dia eu vou contar a quantidade de vezes que fui ao banheiro num só dia. É incrível. E eu também tenho tomado mais água. Sinto mais sede... Logo eu, que sempre tomei pouquíssima água. E aí vocês imaginem a quantidade de vezes que o banheiro tem sido visitado por mim... Uma beleza!

E falando nessa história de xixi, me lembrei de situações “ótimas” que acontecem de vez em quando no trabalho: REUNIÕES! Fico horas numa sala de reunião, morrendo de vontade de correr pro banheiro e despejar o xixi que toma conta de mim! O problema é que as salas de reunião do meu departamento são pequenas, e para sair tenho que fazer meia dúzia de pessoas levantarem pra eu me libertar dali. E a na volta do banheiro, o mesmo drama de interromper a reunião para eu voltar pro meu lugar. Aí acabo prendendo e quando a reunião acaba, vou correndo como um míssil pro banheiro!

Mas isso é em parte, culpa minha. Eu poderia chegar e sentar logo do lado da porta. Acontece que sempre me atraso, chego quando já está quase todo mundo lá e sento onde sobra lugar. Aliás, das últimas vezes, nem foi culpa minha. Andam me chamando para reuniões que não fui convidada oficialmente (ou seja, com antecedência, por e-mail, etc). Aí, faltando vinte e quatro segundos para começar, me ligam e pedem que eu compareça. É uma maravilha! "Amo meu trabalho"! Mas esse é tema de outro assunto, é desanimador e não tem nada a ver com esse blog!

Defendo a idéia de que grávidas deveriam ter sua jornada de trabalho reduzida. Até porque, elas acabam ficando reduzidas de qualquer maneira! Por exemplo, eu: estou no trabalho agora escrevendo esse texto. Cheguei aqui há quase uma hora atrás. Vi e-mail, li o site do jornal O Globo, escrevi um e-mail para a minha irmã, outro para Tia Dora, olhei pras coisas que eu preciso fazer, me deu vontade de fugir pra casa..., não fugi, abri o Word e pensei em escrever para vocês sobre esse drama. Viram? Mas quando eu acabar de escrever aqui, volto à realidade. Até porque as pessoas ao meu redor percebem que estou super embromando. Aí, depois do almoço, volta a luta para trabalhar. E assim o dia se arrasta até dar a hora de ir embora. Ah, esqueci de dizer que quase sempre vou embora antes da hora. Ou porque tenho alguma consulta médica (às vezes também acontece de ter que sair no meio da tarde para uma consulta... e aí não volto mais pro trabalho né...), ou porque não agüento mesmo... E fico contando com a compreensão e a benevolência do meu chefe, que ele há de ter com uma funcionária grávida.

Gente, o amor de mãe já começa na gravidez, não é? Conviver com as transformações no corpo, no ânimo, no metabolismo... e ainda achar que é a pessoa mais feliz do mundo, é muito coisa de mãe, vocês não acham? É aquele tal negócio de "padecer no paraíso" que começa desde já!


E antes de me despedir, queria dizer que está sendo ótimo pra mim dividir as minhas questões maternais com vocês! Sinto vocês mais pertinho de mim, acompanhando isso tudo! É super bom! Quase que terapeutico! rsrs


No entando, continuo esperando a visita de vocês ao vivo e a cores...


Beijinhos,

Monique.

domingo, 16 de maio de 2010

A dificuldade na escolha do nome...


Eu já imaginava que seria difícil. Tanto que esperei saber o sexo para eliminar 50% do trabalho.

A médica nos mostrou o piruzinho na tela e em seguida veio a pergunta: o garotão já tem nome?
Aliás, essa é a pergunta mais freqüente. No trabalho, na rua, na casa dos amigos, da família... E o pior: como não temos nome, vem o debate. Um fala um nome que acha lindo, o outro diz que é horrível e sugere outro, que a outra pessoa também diz que não gosta muito e sugere outro, e por aí vai...

Depois de muito pensar, tirando nomes lindos da lista porque já pertencem a novos membros da família, como Lucas, João e Arthur, cheguei num: Davi. Significado: “O amado”. Mas aí o maridão não aprovou. Pensei então em Gabriel. Nome de anjo, não é? Mas foi também reprovado. E terminamos com apenas duas opções: Joaquim e Pedro.
Ter duas opções de nome (por enquanto), não é melhor do que ter nenhuma. As pessoas logo escolhem um e praticamente decidem pra você.
Exemplos:
“Pedro não! Conheci um Pedro que não era legal!”
“Ah, Joaquim é nome muito antigo! Prefiro Pedro.”
“Joaquim é lindo, mais original, com mais história. É muito mais bonito.”
“Joaquim é estranho... Vira Joaquinzinho, quinquinzinho... Prefiro Pedro!”
Aí você já sabe o tanto de gente que não gosta de um ou de outro nome, fica ainda mais dividida e não decide nada. Fica esperando então ser atingida por uma luz mágica que te faça ter uma super-mega-hiper-ultra-idéia de nome indiscutivelmente lindo. Algum que traga algum super significado, que não te faça ter dúvidas quanto à escolha dele.

Como essa luz não bate na minha cabeça, continuo no conflito. Conflito meu, já que meu marido acha essa coisa de escolher o nome “uma curtição”.
E, ah! Agora surgiram novas opções: Nuno e Matheus/Mateus. Quem sabe?

Beijinhos.

sábado, 15 de maio de 2010

Começando na 17ª semana...


Apesar de estar grávida há quatro meses, só agora começo a ver alguma protumberância na minha barriga e começo a sentir algumas vibrações, que, de acordo com depoimentos de outras mães, acredito que sejam movimentos do pequenino.
Descobri a gravidez quando estava com sete semanas. Meu ciclo era maluco, e então eu nunca sabia se minha menstruação estava atrasada ou não. E depois de quase um ano tentando engravidar, eu já procurava não ficar ansiosa quando a menstruação não vinha depois do 30º dia do ciclo, pra não me decepcionar quando, lá pelo 40º dia, ela aparecia.
Mas o que vale é que agora é pra valer. Estou gravidíssima de um menino lindo, que cresce a cada dia (não que esse crescimento seja visível, mas os exames de ultrassom mostram bem direitinho) e me faz uma mulher mais completa e feliz.


Tem coisa mais gostosa que ser mãe? Mesmo com o nosso bebezinho ainda na barriga, já me sinto super coruja, fico mega feliz quando sinto uma “vibraçãozinha” na barriga, quando me olho no espelho e vejo que minha barriga está um pouco maior... Isso tudo é uma delícia!


Agora com minha barriga despontando e me sentindo mais grávida, criei esse blog pra compartilhar minha felicidade com amigos queridos e também saber como andam as outras mães, tanto as de primeira viagem como eu, quanto as mais experientes, que sempre têm dicas valiosas! Além de inspirar as “mom’s-to-be.

Um beijinho.